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Presidente da Câmara de Almada. Negoceia votos

segunda-feira, 7 de setembro de 2009





Um emprego, um voto


A Câmara Municipal de Almada, neste manda-to em matéria laboral, esteve muito mal.

Não promoveu os devidos concursos de promoção para os seus trabalhadores, quando os podia e devia, visto que o que esteve congelado entre 2005 e 2008, foi as progressões (antiguidade) e não as promoções (evolução na categoria).

Não aplicou em 2006 o SIADAP, prejudicando todos os trabalhadores na sua evolução na TRU – tabela remuneratória única.

Em fins de 2008, tentou fazer o que devia ter feito nos últimos 3 anos, ou seja, promoveu alguns (porque foram muitos os trabalhadores que ficaram de fora) concursos de promoção, procedeu também a algumas reclassificações aproveitando a legislação que caducava e aproveitou a nova legislação (que tanto contestou) para realizar alguns reajustamentos funcionais, (alguns deles de uma enorme maquinação) sendo a maioria destinados a trabalhadores com fortes ligações ao partido da maioria que governa a Câmara de Almada.

Durante o manda-to foi visível a opção pela contratação de trabalhadores com vinculo precário, (recibos verdes e a termo).

Em 2009 ano de eleições, com um descomunal descaramento, começa por considerar através do Edital 28/2009, no seu ponto 3 que “De momento não é fixada dotação global para efeitos de alteração de posicionamento remuneratório.”

Mas em 6 de Julho de 2009, através do despacho n.º120/2009, a dois meses das eleições anuncia que vai aplicar a opção gestionária.

Os trabalhadores que possuíam os requisitos, evoluíram na TRU – tabela remuneratória única, recebendo retroactivos desde Janeiro de 2009. (os valores variaram de trabalhador para trabalhador).

Em Agosto a 1 mês das eleições a Senhora Presidente decide abrir procedimentos concursais comuns para a ocupação de vários postos de trabalho, em regime de contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo certo e por tempo indeterminado

A menos de 2 meses das eleições a Câmara de Almada decide aplicar a opção gestionária e simultaneamente abre vários concursos para vários postos de trabalho (a Termo Resolutivo Certo, por 6 meses eventualmente renovável por igual período, e por tempo indeterminado).

Podemos concluir que durante este manda-to, a Câmara Municipal de Almada ignorou totalmente os seus trabalhadores mas agora á ultima da hora, tenta de forma descarada comprar o voto dos seus trabalhadores, e negociar o voto daqueles que são opositores aos concursos.

Senhora Presidente não é íntegro, utilizar o poder que lhe foi conferido pelos cidadãos de Almada, para obter benefícios eleitorais.

A Câmara fez o que já devia já ter feito á muito tempo.

A opção gestionária é um direito dos trabalhadores, como podemos dizer que é uma das responsabilidades da autarquia de Almada, promover procedimentos concursais para a criação de novos postos de trabalho para diminuir o desemprego.

Não se deixem enganar!

2 comentários:

Minda disse...

"CMA abre concursos de pessoal para 46 lugares fantasma" é o título da notícia de hoje no meu blogue, graças ao seu comentário alertando para este artigo.
Obrigada pela informação.

8 de setembro de 2009 às 09:39
Observador disse...

É uma atitude de asfixia.
MES está cada vez mais longe.

9 de setembro de 2009 às 11:18